Votuporanga se destaca em projeto, reduz casos de dengue em 92% e é escolhida para novo programa

Votuporanga se destaca em projeto, reduz casos de dengue em 92% e é escolhida para novo programa



Município é um dos 147 selecionados no país para implementar metodologia com ovitrampas após destacar-se em estratégias de controle de vetores

A Prefeitura de Votuporanga informa, por intermédio da Secretaria da Saúde, que o município foi uma das 147 cidades brasileiras selecionadas para participar de mais um projeto de combate à dengue, após se destacar na iniciativa inovadora das EDLs (Estações Disseminadoras de Larvicidas), desenvolvida em parceria com o Ministério da Saúde e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), e reduzir em mais de 90% o número de casos da doença. Trata-se das Ovitrampas, uma ferramenta importante para a detecção e o controle do vetor.

Em todo o estado de São Paulo, apenas 14 municípios foram selecionados para o projeto, e Votuporanga foi um deles devido ao engajamento coletivo nas estratégias de controle do mosquito, com coordenação da Secretaria da Saúde. O município é pioneiro no desenvolvimento de um aplicativo para o monitoramento das “armadilhas” contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Esse trabalho, associado às demais ações de prevenção conduzidas pela Secretaria da Saúde, resultou em uma redução drástica no número de casos da doença.

Para o prefeito em exercício, Luiz Torrinha, o reconhecimento nacional reforça que o município está no caminho certo. “Estar entre as 147 cidades selecionadas no país mostra que Votuporanga vem adotando estratégias eficazes e alinhadas com o que há de mais moderno no enfrentamento à dengue. Esse reconhecimento é resultado de planejamento, trabalho técnico e da união de esforços entre o poder público e a população”, afirmou.

Votuporanga alcançou uma queda de 92% nos casos de dengue em janeiro de 2026, em comparação com o mesmo mês de 2025, passando de 2.998 para 234 casos registrados. No acumulado dos anos anteriores, o município também apresentou queda importante nos números da doença, saindo de 12.176 casos em 2024 para 5.981 em 2025, reflexo das estratégias adotadas pela Prefeitura, por intermédio da Secretaria da Saúde, no enfrentamento ao mosquito transmissor.

Ovitrampas
As Ovitrampas são armadilhas de oviposição distribuídas estrategicamente pela cidade, na proporção de uma a cada 300 metros, em residências e comércios previamente selecionados. Ao todo, 250 armadilhas serão instaladas em Votuporanga, com coordenação da Secretaria da Saúde. Elas serão monitoradas a cada cinco dias para coleta e análise dos ovos no novo laboratório de entomologia que será montado no município, onde são obtidos dados sobre a densidade de ovos em cada região.

Cada armadilha é composta por um pequeno vaso preto, uma palheta de Eucatex, um clipe para fixação e água misturada com levedo de cerveja, que atrai as fêmeas do mosquito Aedes aegypti a depositarem seus ovos.

“É importante destacar que esses ovos não aumentam a população de mosquitos, pois são retirados das armadilhas antes da eclosão das larvas, impedindo que se desenvolvam e infestem o ambiente. Para a eficácia desse importante projeto, precisamos do apoio da população, principalmente para que todos recebam bem os agentes de combate às endemias e colaborem com este trabalho, que é fundamental para a redução do risco de transmissão de arboviroses no município”, disse a secretária da Saúde, Ivonete Félix.

Para que serve?
Os dados coletados nas armadilhas são enviados para um programa da Fundação Oswaldo Cruz, que gera mapas indicando as regiões de maior infestação de mosquitos. Esse mapeamento auxilia a Secretaria da Saúde na tomada de decisões e na priorização das ações de combate ao vetor, incluindo mutirões de limpeza, aplicação com bombas costais motorizadas, visitas domiciliares intensificadas e outras intervenções nos locais com maior positividade de ovos.

Os bons resultados alcançados não significam que o risco esteja eliminado. “Estamos no caminho certo, com estratégias eficientes e trabalho contínuo, mas o combate à dengue precisa ser diário e depende do envolvimento de toda a população. Não é momento de relaxar. A eliminação de criadouros e os cuidados com quintais e ambientes continuam sendo fundamentais para evitar novos casos”, reforçou a secretária da Saúde.

André Padilha

Editor e Dono, Votuporanga Fatos.

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